Barquinha felicita Rui Chafes pela atribuição do Prémio Pessoa 2015

Rui Chafes, um dos 11 escultores presentes na exposição permanente do Parque de Escultura Contemporânea Almourol, em Vila Nova da Barquinha, conquistou o Prémio Pessoa 2015. Chafes, o primeiro artista plástico a ser distinguido com este galardão, é o autor de “Contramundo”, uma obra em ferro pintado de negro que representa uma figura tímida, fechada sobre si própria, quase que escondida entre árvores e canaviais do parque.
O Município de Vila Nova da Barquinha congratula-se com esta importante distinção, felicitando o escultor pela qualidade e beleza da sua obra. 

Inaugurado em 2012, o Parque de Escultura Contemporânea Almourol é um espaço onde estão juntos os nomes mais representativos da escultura contemporânea portuguesa.
Cobrindo autores e obras cujo trabalho se desenvolveu da década de 60 até à atualidade, integram também este projeto Alberto Carneiro, Ângela Ferreira, Carlos Nogueira, Cristina Ataíde, Fernanda Fragateiro, Joana Vasconcelos, José Pedro Croft, Pedro Cabrita Reis, Xana e Zulmiro de Carvalho.
As obras localizam-se nos sete hectares do Barquinha Parque, Prémio Nacional de Arquitetura Paisagista 2007 na categoria "Espaços Exteriores de Uso Público", enquadrado numa envolvente natural de rara beleza, a escassos metros do Rio Tejo.
Em 2012, foi nomeado para o Prémio Autores na categoria de Artes Visuais - Melhor Exposição de Artes Plásticas de 2012, da Sociedade Portuguesa de Autores.

Saiba mais sobre as obras e os artistas presentes neste parque em www.barquinhaearte.pt. A entrada é gratuita.


Rui Chafes nasceu em 1966, em Lisboa. Vive e trabalha em Cascais.
O artista trabalha temas e formas que colam a nossa realidade a um tempo ancestral, e à de um universo próximo, mas diverso. Assim nos obriga a interrogar sobre o que somos e o modo como nos relacionamos com o que nos rodeia.
Rui Chafes é formado em Escultura pela Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa (1984-89). As suas primeiras exposições individuais na Galeria Leo, 1986 e 1987, e no Espaço Poligrupo Renascença, em 1988, definem um período inicial marcado pela criação de instalações nas quais usava materiais variados, como troncos, canas, fitas de platex, ripas de madeira e plástico, que viria a abandonar, mais tarde, a favor do uso exclusivo do ferro pintado de preto, convocando, assim, para o seu trabalho a experiência física da sua configuração, alquímica e industrial.
Entre 1990 e 1992, estuda com Gerhard Merz, na Kunstakademie Düsseldorf, altura em que aprofunda um extenso e importante quadro de referências teóricas, literárias e artísticas – romantismo alemão, Idade Média e Gótico Tardio - que estruturam, em grande parte, a atividade e os interesses deste artista: a luz, a cor, o peso, a leveza e o equilíbrio das formas, na sua relação com a natureza, com o espaço circundante e com o Homem. Durante a estadia alemã, traduz Fragmentos, de Novalis, numa edição que faz acompanhar com desenhos seus. Algumas da exposições que realizou em diferentes instituições são acompanhadas pela edição de livros, pensados enquanto tal, onde faz publicar textos seus e de outros autores que possibilitam um entendimento daquilo que para o artista deve ser a prática artística, profundamente redentora, catalizadora de pensamento.
Enigmáticas, as obras de Rui Chafes, colocadas, muitas vezes, em jardins românticos (Sintra), palácios e igrejas, operam num território suspenso no tempo, numa paisagem que apela para uma outra ordem e condição do objeto criado, entre o caos e o rigor da revelação, entre o interior e o exterior da existência, irracional, individual e transcendental.
O seu percurso conta com importantes exposições em instituições nacionais e internacionais.

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